terça-feira, 20 de maio de 2014

Sobre felicidade

Quando chegar a hora certa...


Dia desses estava conversando com a Silvia sobre quando que finalmente despertamos para a paixão nossa atual chamada "viajar".  Os viajantes de carteirinha costumam dizer que uma vez que você for "picado" pelo bicho da viagem, não vai querer parar mais. E foi exatamente isso que senti quando fizemos nossa primeira aventura, em 2009 para a Indonésia. Foi uma viagem tão maravilhosa que tinha certeza que faríamos milhares dela novamente. Sabe quando você sente que fez a coisa certa?! Que finalmente achou um sentido para tudo? Pois é! Mas não foi bem isso que aconteceu...


Depois que retornamos parecia que tudo havia voltado ao normal. Afinal, onde foi parar aquela ânsia? Aquela vontade de descobrir o mundo? Todo aquele sentimento acabou abafado pelo sensação de ter que "guardar dinheiro agora", de "agora não dá para fazer estas loucuras". Sabe quando você começa a adiar as coisas? 
  • Quando eu encontrar a pessoa certa, vou ser feliz
  • Quando meu marido falar que estou bonita, vou me sentir bem
  • Quando meu filho começar a andar, vou começar aquela dieta
  • Quando eu estiver com o corpo dos sonhos, certamente serei a mulher mais realizada do mundo
  • Quando eu tiver dinheiro vou estudar
  • Quando eu estiver uma casa, um carro, um emprego, terei filhos
  • Quando eu conseguir juntar dinheiro, vou viajar

São tantos "quando" que no final das contas, a gente acaba deixando para trás a maioria deles... acredito sim que planejamento é essencial, mas às vezes, arriscar também é, e o medo de falhar é tanto, que nem ao menos tentamos. E se não tentamos, como vamos aprender?! Conheço muitas pessoas que tem medo de começar uma dieta e falhar. Que não querem viajar por não conseguir falar o idioma local. Que não pensam nem em estudar pois acham que já são "velhas" demais para isso. E a má notícia é que sim, o tempo passa e com ele, nosso sopro de vida. 

Meus dias estavam passando um atrás do outro e as coisas começaram a perder o sentido. Realizei muitos dos meus sonhos, como estudar no Japão e me formar na faculdade. Mas o meu maior sonho que era o de conhecer a Europa eu tinha deixado de lado. Afinal, como vou largar tudo? Como vou gastar tanto? E o que as pessoas vão pensar de mim? 
São tantas "besteiras" que a gente coloca no nosso caminho... tantas dúvidas sem sentido, que no fim, você começa perceber que o seu maior inimigo é você mesmo. 

Achei um texto muito especial que descreve exatamente como me sinto hoje e gostaria de compartilhar com vocês:

“Vai viajar de novo?” felizmente é uma pergunta comum na minha vida desde que eu me considero gente, já que viajo e me mudo de cidade há anos, acompanhando os meus pais.
Aos 19 anos fiz um intercâmbio de 4 meses nos EUA e aos 22,  sem ao menos pegar o diploma da faculdade, decidi que tinha que aprender espanhol e embarquei para Toledo, uma pequena cidade medieval espanhola ao lado de Madri. A viagem duraria quatro meses, mas durou quatro anos e meio.
Nesse tempo aprendi muitas coisas, muitas delas relacionadas a um estilo de vida mais simples, mas não menos feliz, pelo menos para mim. Foi na Espanha que eu aprendi que empregada doméstica é um pequeno luxo, que cozinhar para si mesmo pode ser prazeroso, que a televisão é um mal descartável,  que caminhar pelas ruas e respirar ar puro é bem melhor que viver preso dentro de um carro, em um trânsito infernal; lá aprendi a viver sem tudo isso e reorganizei minhas prioridades mentalmente. Hoje o meu suado dinheirinho é investido em algo que enche os meus olhos e o meu coração de alegria a cada vez que subo ou desço de um avião, cada vez que escuto um idioma que eu não entendo, cada vez que me deslumbro com a beleza de algum lugar que até aquele momento eu tinha apenas sonhado em conhecer; o meu dinheiro é totalmente gasto em viagens.
Como toda pessoa apaixonada por viagens, eu passei o ano de 2013 inteiro procurando uma forma de realizar um sonho antigo: tirar um período sabático. Trabalho com marketing digital, amo o que faço, mas apesar disso, algo inevitável acontecia enquanto eu passava os dias sentada, trabalhando de frente para o computador: as horas e os anos passavam, e a cada ano, mais responsabilidades e compromissos surgiam, criando vínculos que com o passar do tempo são mais difíceis de deixar; e consequentemente, a cada ano ficaria mais difícil viajar por longos períodos.
Foi em uma bela manhã do dia 4 de Outubro, 25 dias antes de cumprir os meus 28 anos anos e em pleno inferno astral, que eu vi “O chamado”, antes de sair pro trabalho, uma promoção no Melhores Destinos: Bangkok por apenas R$1647 ida+volta. Fui trabalhar agitada, pensando em como eu poderia fazer para ir para a Ásia e conhecer todos os países que eu sonhava em visitar. Ao chegar em casa, conversei com o Átila, fizemos nossos cálculos e previsões e decidi largar o tão amado trabalho para viver a viagem que eu sempre quis.
A grande motivação da minha decisão foi: se não agora, quando? Tenho muitos amigos que viajam tendo filhos e uma casa própria e sei que a vida não acaba ao criar raízes, mas convenhamos, tudo é mais simples quando ainda não há grandes responsabilidades e de quebra, um companheiro que te apoia e que ama viajar tanto ou mais que você. Eu não esperei o momento perfeito, que seria economizar muito dinheiro para viver em perfeitas condições nesse período de tempo, e essa sempre foi a minha filosofia de vida:  não espere o momento perfeito, porque há uma grande probabilidade que ele não chegue; crie o momento, a oportunidade e dê o primeiro passo em vez de pensar que o mundo é injusto e as coisas  não acontecem com você.
Esse ano li muitos artigos sobre a busca da felicidade, e é comum ver títulos como “10 Things Happy People Do Differently”, “10 Things Happy People Don’t Do”, etc. e também estou acompanhando um projeto muito legal, o Gluck Project, do Fred Di Giacomo e da Karin Hueck, que é totalmente voltado para a busca da felicidade. Respeito muito o trabalho deles e acredito em iniciativas que nos ajudem a descobrir “o caminho”. Hoje posso dizer com muita alegria e firmeza que para mim, a fórmula da felicidade é muito simples (e clichê): dedique tempo e energia apenas no que você acredita, seja em um projeto ou negócio próprio, seja viajando ou simplesmente encontrando a forma de realizar um grande sonho.
E se você está se perguntando o que farei depois ou o que você faria depois de uma viagem sabática,  não se preocupe: a vida continuará tal qual você deixou antes de embarcar na viagem da sua vida. A diferença é que você vai voltar mais rico – de espírito e de experiências.
Hoje chegamos em Bangkok, ponto de partida de uma grande viagem. Compartilharemos as nossas descobertas, surpresas e dia a dia aqui no blog, na nossa página no Facebook e no nosso Twitter. À medida que traçarmos o roteiro, aceitaremos dicas e sugestões para aproveitar melhor cada destino!
Termino esse post com uma frase do Jeff Goins compartilhada no Viagem e Voo: “Eu escolhi viajar. Não para ser um turista, mas para descobrir a beleza da vida – para me lembrar que não estou completo.”

Obrigada Ludmy pela inspiração! 


Vamos parar de pensar somente no "quando" mas sim no "como" e escolher o caminho da felicidade ao invés do medo!



Um beijo,


2 comentários:

  1. Amanda, esse post fala exatamente o que estou passando e sentindo!

    Lidia
    Calmatoquasepronta.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Nossa fiquei emocionada Lidia! Obrigada por comentar!

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